Sexta-feira, Março 31, 2006


A desgraça do velho poeta

Um poeta desiludido com o mundo em vésperas de morte me disse:
"- Aleluia Salve Guarda Rafael! Após tanta guerra e tripúdios em Israel! Virgem tomai o beijo e cobre-me o véu, que minha hora é pouca e meus sentidos lascinantes. Beba, seja, caia e ama incessante. O mundo está fadado a um destino, uma peripécia, um caminho, um ritmo retumbante, ouve - o, no fundo d´alma....Tum tum...tum tum. Assim caminha o mundo, no sentido contrário da probabilidade. Mas olha! Não se espante se o predicado não se adequar ao sujeito, viva do seu jeito, mesmo se sem jeito, mas viva sem leito, principalmente de Procusto, não vale a estiagem da vida, pela secura do cérebro. Prevaleça! Sou cristão e assim o serei até morrer o que não demorará a acontecer. Sinto frio...venha dai-me a mão e assim sejamos. Eternos amantes, num eterno sonho."
As palavras do velho poeta escapam-me da mente e fogem ao peito. E embora dizei-me que a razão é o fundamento de tudo, não sinto-lhe falta ao sentir dentro cá o que sinto agora, é um ardor real. Real...real....real...
A razão não está esquecida! Está bem na frente dos olhos dos amantes, está presente no coração do ser humano, está preso na essência de minha alma, tão reluzente....é um jato de luz! Luz incandescente! Animai-vos! Animai vosso pensamento, consolai vossa ansiedade, que o pensar não se faz na obrigação. Já deveria saber!
Não foge do amor como um demônio...faz-se afago, ajeita-o no travesseiro, da-lhe um beijo anmtes de ir para cama, e no final verá que nada é o mais o mesmo.
Ele era...era meu amor..meu amor pelo amor....meu poeta.


Panina Manina _ 2:33 PM _ #

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Terça-feira, Março 07, 2006



O Palhaço andava triste e desiludido com o mundo. Nunca ouvira falar de palhaço infeliz, mas naquela estrada que escolhera acabara vendo mais do que nunca havia visto. O circo o fez sentir-se protegido. Tinha um esconderijo que chamava de mundo. Mas um dia o mundo real o chamou.
Pegou tudo o que tinha e saiu. Tudo o que tinha cabia em uma pequena sacola. Caminhava confiante, andando na corda bamba, divertindo-se como uma bailarina, em largos passos de elefante malabarista. Finalmente conheceria novos lugares.
A imagem que tinha de um lugar chamado Mundo era aquilo que o público lhe trouxera atráves dos anos. Achava que era do Mundo que vinham as pessoas das arquibancadas, os amendoins em suas mãos, o ingresso amarelado e destacado, a capacidade de rir. E de onde vinha esse tal de Mundo? Saiu, acima de tudo, em busca de respostas. Talvez o circo fosse a origem das dúvidas, e o Mundo o lugar das respostas. Queria saber por que a gente morre, por que a gente chora, por que as pessoas riem.
O Real parecia Surreal aos olhos de quem nunca soube distingüir realidade de ficção. Se uma pessoa nunca sentiu dor, não pode saber como é isso. Se uma pessoa nunca chorou, não pode saber como é rir. Se uma pessoa nunca conheceu o dinheiro, não pode ser rica. Se uma pessoa nunca viveu, não precisa saber como é morrer.
O Palhaço viu crianças passando fome, pais desesperados. O Palhaço viu família separadas, viu guerras. O Palhaço ouvi gritos, ouviu um tiro cortando o ar. O Palhaço sentiu medo e uma vontade de mudar.Arquitetou diversos planos. Queria mudar a realidade, mesmo que não fosse a dele. Queria que todos pudessem olhar para o Mundo e ter motivos suficientes para chorar de rir. Pegou um papel, conseguiu uma caneta. Dissertou seus motivos em alguns poucos parágrafos e saiu por aí espalhando suas idéias. Idéias são abstratas, mas com elas conseguiria algo concreto.
De repente, o Palhaço viu o Mundo mudando. Conheceu pessoas que queriam vê-lo melhor. Percebendo que sua missão estava cumprida, ele pegou o caminho de volta para o circo. Aquele lugar era a sua casa, estava claro. De repente, e não mais que isso, o Palhaço encontrou na estrada que escolhera seguir a base da revolução: a utopia alimentada pela esperança.


Alice _ 12:39 PM _ #

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Sábado, Fevereiro 18, 2006


A Bailarina da Praça

PRAÇA DA REPÚBLICA

Luísa. Ah, Luísa! Luísa dos olhos.Luísa é seu nome, meu nome. Encaro-a como minha musa inspiradora. Minha alma em forma de gente. Mulher boa.
Ah bela Luísa!
Luísa deixou a vida passar. Deixou o tempo pra trás. Resolveu não viver a vida dos outros. Resolveu ser livre. Cansou-se do mundano, da imaturidade, cansou-se de mim e de ti Cansou-se.
Luísa vivia na rua, rodeada de bêbados, rodeada de prostitutas chorosas choramingando as migalhas do chão. Luísa era ela, era triste, descabelada, era feliz do seu jeito.
Luísa nunca amou. Luísa não queria amar. Verbo doloroso. Nem sabia o que significava. Luísa odiava as coisas que não sabia. Prostituta não beija. Luísa também não.
Luísa era assim...sem nada. Não havia nada para Luísa. Luísa era um caso a parte do divino, nasceu sem querer, ninguém conhece Luísa. Nem as prostitutas. Luísa não é prostituta, não senhor! E Luísa não é bêbada, o senhor ia gostar de Luísa, era menina honesta.
O mais engraçado de Luísa, menina morena dos olhos, era seu jeito pensador. Luísa gostava mais das prostitutas do que dos bêbados. Luísa gostava de onde morava. Morava no chão ela. Morava na rua. Mas Luísa pensava, e como!
Um dia pensando demais Luísa se perguntou por que estava no mundo. Não soube responder.
Um dia pensou sobre a morte. Vixi, pensou o dia inteiro, também não tinha respostas.
Aí um dia resolveu que iria amar. Não sabia nem o que era aquilo, mas queria.
Pobre Luísa. Não havia nada pra ela nesse mundo. Apenas restos dos que vivem, até as prostitutas vivem mais que Luísa. Até os bêbados, e os pedestres. Até os padres.
Mas Luísa ainda não sabia disso.
E rodou o mundo em busca do amor. Viu as estrelas, viu as florestas, viu o dinheiro (Luísa nunca tinha visto o dinheiro), viu as montanhas, viu fumaça. Viu de tudo, veja só o senhor! Menina ousada a menina Luísa.
E um dia encontrou. Encontrou o amor.
Mas não havia nada para Luísa neste mundo, nem mesmo o dinheiro, nem mesmo a floresta, nem mesmo a prostituição ou a esmola. Quanto mais o amor.
O Amor brincou com Luísa. Lambeu-se dela. Satisfez-se cruelmente em seus desejos de um vazio no mundo. E a deixou na rua. Crua. Nua.
A dor é inenarrável. A dor equivale a tudo. A pior solidão é do ser que não ama.
Luísa voltou. Mas nada parecia o mesmo. Luísa já não era Luísa. Experimentou a vida humana e ficou insatisfeita com o que tivera. Mas para Luísa não havia o direito de amar.
Vivia na rua, a Luísa, ao lado das prostitutas tirando a roupa, ao lado dos bêbados estupradores. Ao lado do descaso, do infortúnio, da miséria e da fome.
Era mendiga. Mas pensava a boa Luísa, como só ela!
Passou a sonhar com o mundo que não possuía e nem podia sequer sentir o desejo de possuir. Mas Luísa não desistiu. E consegue ainda viver o seu mundo em seus sonhos.
Quando cruzo a esquina no Largo do Arouche vejo dezenas de Luísas. Todos dormindo encobertos por uma coberta até a cabeça, representando a vergonha e a inexistência. Todo dia ao mesmo horário vejo-os dormindo. Em seus sonhos. Em suas desgraças. Apenas esperando o dia de descartarem por fim o resquício de vida que lhes resta.Vivem na corda bamba, e esperam o dia clarear.
É bailarina, cética e triste ao saltar.“Toda bailarina pela vida vai levar sua doce sina de dançar, dançar, dançar.”


Panina Manina _ 1:00 PM _ #

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Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006


A Águia

Acordei. E olhei para cima esperando encontrar um teto, porém ao me deparar com uma imensidão negra e espessa, eu percebi.
- Você morreu.
Olhei em volta, tudo era brilhante, claro e triunfante. As nuvens de poeira cósmica seguiam em traçados num romance astral, de lado a lado, formavam triângulos, círculos e retângulos. Ou somente corriam, uma corrente sanguínea em cores arco-íris. Rodeavam-me, algumas até chagavam a relar-me.
Exasperada tentei toca-las, porém eu não possuía mãos! Meu corpo, antes baixo e um tanto quanto flácido, havia se tornado um feixe de luz incandescente, num formato semelhante a um pato.
- Um pato! Eu morri e virei um pato?!
- Não, você morreu. E só.
Ao ouvir essa leve voz, disse-me a mim mesma a tornar-me cautelosa em meus dizeres, aquilo não deveria passar de fantasia, ou tecnologia de algum infantil que estava com horrores de zombar-me.
- Não, aqui já não há mentiras. Você morreu. Aceite logo.
- Onde você está? – perguntei.
- Ao seu lado, onde mais estaria?
Ao olhar para o lado avistei uma sombra pequena e reluzente, era um besouro em cor de fogo. Com asinhas, antenas e bocas.
- Besouros não falam.
- Nem patos – respondeu-me astutamente.
O inconformismo e a desconfiança tomaram conta de mim. Eu era um pato. E aquilo era um besouro. Não havia chão, só havia cores, estrelas e nuvens. Imaginava jardins, colônias de férias, apocalipses, fogo, homens com chifres e chicotes. Não seria possível Deus ser um besouro! Não seria possível que a morte nos transformasse em animais. Porém, cá estava eu, com patas, rabo e bem diante de um grande besouro falante.
- As almas assumem formas que demonstram mais semelhanças ao ser que acaba de falecer. Os habitantes do planeta Blohsftscftgatartsadtse transformam em umguibungs.
- O que?!
- Semelhante ao seus ornitorrincos.
- Onde estamos?
- No Universo!
Universo! Por quanto tempo vivi observando o céu na esperança de poder ver as estrelas de perto sem precisar de um capacete! Por quantos anos passei a desejar conhecer o lado escuro da lua, sentir o vácuo! Escapar da galáxia, formar nuvens de poeira cósmica. Meu Deus, e agora eu morri, e podia voar pela imensidão!
- Cuidado, um asteróide! – gritou o besouro.
- Não há problema, eu morri. Em que direção fica a origem da vida?
- Não temos tempo para isso agora! Precisamos preparar a sua reencarnação.
- O que? Agora! Não! Eu quero voar!
Creio que foi a primeira vez que tive realmente medo de um besouro. Os seus olhos cresceram, e minhas pernas, o que restava delas, bambearam, sua cabeça, antes pequena adquiria pelos e mais pelos cor de laranja. Seu tórax perdia o exoesqueleto e se formavam os órgãos, suas pequenas patinhas grudavam-se umas nas outras até sobrarem quatro. O meu besouro virara um leão. E no meio de um rugido, gritou-me impaciente.
- Vai fazer o que eu mando ou não?
Atônito, movi minha cabeça em dois movimentos característicos condizendo com as expectativas do besouro metamórfico. Movimentei minhas asinhas, com a maior dificuldade de aceitar que possuía asas e segui o besouro agora leão para dentro de um imenso minúsculo planeta azulado.
Vejo uma série de formigas comprimidas dentro de um trem, outras tantas esfomeadas e fadigadas, distante de nós outras bombeadas correm do Sol, como quem corre do tempo, correm do caminho, estão perdidas. Aquelas pequenas figuras pretas se movimentavam de da esquerda para direita procurando o destino. Procurando a sobrevivência!
Penalizado estendo a mão com amor para orienta-las, porém ao invés de acreditarem na superioridade do Universo aqueles “serezinhos” pedantes e presunçosos a recusam e me acusam de uma aparição fantasmagórica. Atormentada pela incredulidade dos arrogantes habitantes daquele planeta de água, ultrapasso sua superfície e minhas memórias flutuam sobre mim toda sua intensidade. De repente, como um raio, os rostos e sentimentos voltam a afagar minha alma, a baterem em meu rosto, a suarem suas lágrimas. Ilumina o Sol, o dia começa. E finalmente chego ao passado.
- Lembrou-se de algo?
Com um suspiro toda a dor do sufocamento volta dentro de mim, minhas patas e bico começam a se transformar, a diluir-se em gotas. Pingando eu sinto os milhares de mim caindo sobre as faces, guarda-chuvas, postes e labaredas. Com meus milhares de mim, lembro-me da minha vida humana, com a qual tantos milhares de mim compartilhei com o mundo.
Lembro-me com um certo apelo, da areia em grãos e o frescor da brisa suave em meu rosto, do gosto de coco e açúcar, do azul da imensidão profunda e mística do mar. E ao lado das ondas está ela, de cabelos brancos e olhos azuis, me sorri a boa senhora. E grita como um anjo com câncer a mais bela sinfonia. Diz-me a velha sereia:
- Venha pequena, deixa-me ensina-la a pular ondas!
Corri em sua direção, mas eis que o meu terço do milhar junta-se ao dois quartos do bilhão .E formo-me então na mais poética luz, levito, incido. Crescendo enteso-me em uma só forma, dinâmica e veloz, corro pelos prados, pelas rochas, arrebento num só pé os prédios estilizados. Sou vento.
E nesse turbilhão em que me tomo, olho ao redor e vejo então três memórias fulgurando perante mim. Reconheço-os. Grito-lhes palavras de amor, mas são apenas memórias engavetadas. A primeira mais adiante me sorri de coração, com aquele mesmo gesto que em tantas noites de tempestades e pesadelos havia me adormecido, a segunda segura-me forte pelo braço, com a mesma força que me impulsionou em toda minha passagem pela Terra e tanta poesia me ensinou, a terceira, aquela alma pura e sensível, que compunha as tantas translúcidas melodias e fontes presenteia-me com um beijo.
Estendo a mão para toca-los, porém torno a me transformar, e meu corpo antes ligeiro e ameno torna-se massa, torna-se orbicular e radiante. Sou o globo dos lobos e dos mestiços, viro a Deusa das preces, minha luz irradia à noite, sou a luz na escuridão.
Naquela luz oscilante deparo-me com a visão do mais belo Sol. Deparo-me com a luz que me ilumina e me faz nascer. É ele. A metade, a plenitude, o conforto e a segurança. Encontro-o do outro lado mundo. Teu riso provoca monções dentro de mim, tua boca o desejo oculto do outono, teu braço me prende por inteira, e ao senti-lo, transcendo, livro-me da máscara que possuo e sou eu, e somente eu.
Mas ao beija-lo sinto meu corpo esférico explodir em mil calores, e eu já não sou mais eu, sinto uma corrosão dentro do meu ser agora transparente. E me vejo infiltrando dentro do espírito humano, abrasador, cálido, em venturas de laranja e vermelho. Sou a sina do homem.
Queimo-o por dentro, faço a dor, o sofrimento. E ao ultrapassar a barreira da lógica sigo-me juntamente com a inconsciência, bem diante dos olhos visualizo pessoas famintas do sangue, do medo, da petulância, da infidelidade. E lá, o pesar do mundo toma conta do meu espírito. Lá, crianças morrem de fome, de guerra, de estupro. Lá, o homem ataca o homem como um faminto pela herança, sem ver que de nada ele realmente se satisfaz. Lá, ele é o Rei, e lá ele há de apodrecer.
E ao consumir-me por inteiro pela inconformidade meu corpo eleva-se na dimensão dos céus, meu corpo antes esmigalhado, acalorado, torna-se duro, potente e sábio. Meu corpo volta a ter asas, e voa livremente sobre o manto das estrelas, guia, confiante, sublime. Sou águia. Sou espírito. Sou ser. Sinto a liberdade. Vôo sobre a destruição, a infelicidade e a perda. Vôo sobre a maldade e a inquisição. Sou águia, sou espírito, sou ser.
E ao sentir o mundo, ouço a voz com o rugido. O leão grita-me do céu.
- Agora nasce!
Foi então que nasci. E ao acordar deparo-me com o mesmo teto branco que me deparo todos os dias de meus quinze anos. Ouço os habituais roncos dos meus pais no quarto ao lado. Ouço a voz de meu irmão ao telefone, e ouço a televisão ligada.
Terá sido um sonho? Terá sido uma visão? Não sei...Mas nunca a mortalidade foi tão presente em mim. Nunca, soube tanto que iria morrer, nunca tive tanta certeza do mistério que me rodeia. Sinto minha alma gelada.
A vida é um grande circo, mas a morte é uma grande mágica.


Panina Manina _ 8:14 PM _ #

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Terça-feira, Fevereiro 07, 2006


A Mágica

Acordei, e o mesmo gosto do seu beijo perpetuava meu desespero.
Seria mais fácil se eu não te amasse, ou se acreditasses no amor. Seria delicioso passar apenas tardes ensolaradas, deitada em seus braços, enrijecendo os músculos como quem tem frio no verão.
Mas a dor de pensar em te perder é maior, e dessa dor eu sei que vem o rompimento, pois algo que eu não digo, algo que eu me lembro, mas acato, é mais uma ditadura, minha própria contra eu.
E nessa angústia desgraçada, meu medo na alvorada se extingui ao ouvir o seu suspiro. Me engano em tantas divergências, sonhando que este suspiro é sua alma e não seu sexo, imaginando que sou princesa e és meu compatriota.
Estranho...talvez.
Mas mágica do mágico é finita, grosseira, surpreendente, e para aqueles do truque de espadas muitas vezes dolorosa.
Tarde termina o espetáculo, será o nosso destino, um golpe final, uma frase fatal, um silêncio imortal, que dizia assim:
- Kazam! E eles desapareceram!


Panina Manina _ 1:53 PM _ #

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# O Circo
Circo é onde trabalha palhaço, malabarista, animais amestrados, trapezista. A vida não passa de um circo.

# Os palhaços sem futuro
Uma com 15. Outra com 16.
Alice Amundersen, a Palhaça
Subjetiva, racionalista, liberalista, sensacionalista. Infame. Infantil. Indiota. Usa a arte e as palavras como modo de escape. Não perde a piada e não perde amigos. Perde o senso lógico.
Panina Manina, a Bailarina
Sentimentalista, artista, modernista. Calada. Crescida. Usa a arte para expressar o mundo. Egocêntrica e amante. Seus romances são apenas livros encapados esquecidos de realidade. Esperançosa. Livre.


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